Amar é viver a vida com dois sorrisos…

 Poesia.. Hoje, apenas porque me pedes, entrego as minhas palavras em ondas de destino e escrevo o teu nome navegando nas mais meigas palavras de carinho, é esta a mais bela poesia que posso sublinhar. Como sabes eu não sou poeta, sou apenas o mensageiro das prosas que os momentos teimam suavemente em ditar, sou as palavras escondidas nas minhas prosas mais claras, letras raras de um abecedário invulgar, dicionário de outros significados, por descodificar, sou tudo do que o nada pode definir, sou tudo o que fui e sou num rigor do que há de vir, sou maratonista sem meta, sou realmente a personificação da minha escrita… e hoje porque me voltaste a pedir em silêncio, volto a ser poeta:

Dou por mim sentado, num desespero que quase causa angústia, tento escrever-te palavras, belas pois claro, mas são raras aquelas de definição justa, custa a ideia de que nenhuma combinação de palavras seria suficiente, esta será sempre a luta de quem sente sem significados definidos, o melhor que consigo escrever é quando olho para ti e sorrio por dentro, mas não escrevo com palavras, sublinho com sentimento.

Será escrever sobre amor tentar definir o amor? Acho que ninguém pensa que pode definir o amor, talvez só quem não sinta realmente, seria como tentar fazer uma curta-metragem sem películas nem tela, pintar a óleo e o resultado final estar em aguarela ou compor a mais bela melodia e não cantar para ela. Tu sabes que só sou poeta a teu pedido, por cada palavra, um novo medo escondido, tento dizer-te o que sinto mas é impossível, não consigo! Será sempre esse o meu receio de escrever para ti, o de usar palavras de significado brando, sem intensidade suficiente. Porque amar  é simplesmente isto do sonho que acordado me acorda com múltiplos avisos, isto de estar lúcido de ideias e palavras sem sentido, isto de sentir sem significados racionais e definidos, e saber apenas que amar é viver a vida com dois sorrisos…